




Just Cavalli
A marca filhote de Roberto Cavalli trouxe uma das coleções mais bacanas da estação. Uma moda jovem, glamurosa e urbana. Articulando tradições como a kilt inglesa, os jabôs e os xadrezes, a coleção traz mix de estampas de bichos, leggings estampadas, sobreposições divertidas e ótimas proporções.

Também marca filhote, a D&G evocou o norte europeu e o esqui numa coleção leve e glamurosa. Tricôs pesados, estampas de antúrios, hot pants de tricô e as botas de pele foram bons momentos.

Emporio Armani
Mais uma marca “menor” apavorou nesta estação. A Emporio Armani apresentou uma coleção ladylike cosmopolita e cheia de design, que inspira o desejo das mulheres para o inverno. Com novas propostas de proporção e de combinação entre peça de baixo e de cima, a coleção é calcada no conjunto saia e blusa, mas também traz boas calças. As bolsas são ponto forte.


Essa não foi uma coleção extraordinária, quando se pensa na Prada. No entanto, se comparada às outras passarelas internacionais e aos desfiles de Milão, não tem como não admirar a mão forte e o estilo rigoroso construído pela estilista Miuccia Prada em sua coleção. A perversidade de seu recato e o estranhamento causado por peças banais instiga o olhar a descobrir as razões desta estranheza e causar um interesse crescente por desvendá-lo. Eles são bons no que fazem.

A coleção vigorosa pretende amarrar uma nova clientela, mais jovem ao universo já clássico da Pucci, apresentando suas estampas clássicas em releituras contemporâneas e em tonalidades mais escuras. Calças clássicas de bom corte, vestidos curtos e charmosos, franjas e penas evocando a sensualidade completam o novo universo da Pucci.

Moschino
A coleção da Moschino é, como sempre, caricata. Dessa vez, foi o estilo brega do “western spaghetti” que inspirou a equipe de estilistas. Mesmo assim, as imagens de moda são fortes e a coleção é do estilo “faz a bonita”.
Jil Sander
A coleção da marca cada vez mais se sofistica. Neste inverno, o estilista Raf Simons busca, ao contrário da maioria da marcas italianas, formas mais simples e puras. As brincadeiras com transparências, as proporções ousadas e as releituras do terno (com shorts, como macaquinho e no ultra míni), garantem a posição da Jill Sander entre os melhores do mundo.
Marni
Uma das marcas mais chiques do panorama mundial, a Marni não é muito incensada pelos brasileiros. A coleção de inverno tem as mais curiosas combinações de cores, as peças mais inteligentes da temporada e delicadas experimentações de silhueta.
Missoni
A coleção de inverno da Missoni se baseia nos tricôs pesados. Ponchos, patchworks e sobreposições volumosas criam belas imagens de moda. Resta saber se vão agradar a consumidora brasileira que aprecia especialmente os momentos mais românticos da marca.
http://estilo.uol.com.br/moda/dicas/2010/03/04/o-melhor-das-passarelas-de-milao-no-inverno-201011.jhtm